A Cooperativa » História

  • História

    Tudo começou em 1962 quando eram apenas 97 sócios fundadores. O primeiro presidente foi o ex-prefeito de Morro da Fumaça Jorge Silva,  que conseguiu que os integrantes da Sociedade Força e Luz São Roque Limitada subscrevessem o capital social da empresa ao capital da recém criada Cooperativa de Eletrificação Rural de Morro da Fumaça Limitada, (CERMOFUL). Na época, a Força e Luz São Roque passava por dificuldade de manutenção de serviço, já que sua natureza legal não estava apta a receber incentivos do governo do Estado.

     

    Com a formação da cooperativa os consumidores locais tiveram uma melhoria na qualidade da prestação do serviço, uma vez que a CERMOFUL poderia pleitear verbas públicas a disposição das cooperativas. Com o passar dos anos, a situação financeira da cooperativa melhorou, ao mesmo tempo em que crescia o número de associados. Com isso, também aumentou a área de atuação atingindo as localidades como São Simão em Cricúma, Pindotiba em Orleans e Rio Maior em Urussanga.

     

    Em 1973, foi eleito Paulino Bif, para presidente da Cermoful, imprimindo uma nova dinâmica administrativa na empresa. Por 18 anos serviu de referência para outros administradores de cooperativas no sul do Estado. Em 1991, Claudionor de Vasconcelos assumiu a presidência da CERMOFUL, ficando até 18 de abril de 1997, quando Paulino Bif retornou ao comando, permanecendo até março de 2000. Logo depois, foi a vez de Armando Bif ser eleito presidente, função que exerceu até 02 de março de 2013, neste dia foi eleito e tomou posse Ricardo Tadeu Canto Bittencourt. Em 28 de janeiro de 2017 Ricardo Bittencourt foi eleito para mais 4 anos de mandato.

     

  • Crescimento Tecnológico

     

    A tecnologia e o profissionalismo, visando sempre qualidade, bom atendimento e baixo preço de energia passaram a ser constantes na dinâmica da administração. Em 16 de outubro de 2009 a cooperativa apresentou aos associados proposta de Reforma do Estatuto Social. A partir deste dia a razão social da CERMOFUL passou de Cooperativa de Eletrificação Rural de Morro da Fumaça Limitada para “Cooperativa Fumacense de Eletricidade”, atendendo as exigências da legislação em vigor e harmonizando com objetivos sociais.

     

     

    Em 2010 a CERMOFUL foi enquadrada como permissionária de serviço público de energia elétrica, após celebração de contrato com a Agencia Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, estabelecendo regras claras a respeito de tarifa, regularidade, continuidade, segurança, atualidade e qualidade dos serviços e do atendimento prestado aos consumidores. Também em 2010 a CERMOFUL recebeu o certificado ISO 9001:2008, padronizando seus processos e a fim de melhorar a qualidade da energia elétrica e demais serviços prestado ao consumidor.

     

    O novo contrato de permissão de distribuição prioriza o atendimento abrangente do mercado, sem que haja qualquer exclusão das populações de baixa renda e das áreas de menor densidade populacional. Prevendo ainda o incentivo à implantação de medidas de combate ao desperdício de energia e de ações relacionadas às pesquisas voltadas para o setor elétrico. Com isso a CERMOFUL também teve sua área de atuação definida pela União Federal com poligonais nos municípios de Criciúma, Içara, Cocal do Sul, Urussanga e Pedras Grandes.

  • Presidentes

    Jorge Silva

     

    Silva foi o primeiro presidente da CERMOFUL - Cooperativa de Eletrificação Rural de Morro da Fumaça Limitada, administrando o patrimônio dos sócios fundadores a partir de 1962. Um negociador habilidoso, conseguiu que os integrantes da Sociedade Força e Luz São Roque Limitada, subscrevessem o capital social para a recém criada cooperativa. Com a integralização do patrimônio começou a implantar as primeiras redes elétricas na área rural. Marcou para sempre a vida da comunidade de Rio Comprudente, levando energia elétrica a localidade. Aproveitou sua influência política para realizar parcerias que alavancaram o progresso da região. Uma negociação com estrada de ferro Dona Teresa Cristina permitiu a cria&¸ão dos primeiros sistemas de distribuição. A liderança de Jorge Silva também foi fundamental para os primórdios do cooperativismo no sul de Santa Catarina. Em 1973 ele deixou a presidência.


    Paulino Bif

     

    Começava a história da familia Bif a frente da CERMOFUL. Após uma eleição tumultuada, onde três candidatos disputavam a presidência, Paulino foi eleito com 05 votos de diferença para o candidato da situação. Após discussões na justiça uma nova eleição ocorreu e desta vez apenas dois candidatos concorreram. Paulino foi então eleito e agora com mais de 100 votos de diferença. De 1973 a 1991 a CERMOFUL passou por um momento de reestrutação, o que proporcionou a ampliação considerável no número de associados. Com a chegada de equipamentos modernos a distribuição de energia passou a atender a demanda indústrial. Neste período a cooperativa também inaugurou a sede própria e intensificou os trabalhos nos bairros e comunidades rurais. Uma administração moderna, com enfoque total sobre o associado. Em 1991 Paulino passou o cargo de presidente a seu vice, Claudionor de Vasconcelos para assumir a prefeitura de Morro da Fumaça. Em 1997 retornou a presidencia da cooparativa onde permaneceu até o ano 2000, deixando como sucessor o filho, Armando Bif. Paulino faleceu em 03 de agosto de 2002, aos 67 anos.

    Claudionor Vasconcelos

     

    Após assumir a presidência em 1991, Claudionor de Vaconcelos, deu ainda mais dinâmica aos trabalhos da CERMOFUL. Foi em sua administração que a cooperativa passou a fornecer energia a 100% de sua área de cobertura. Fazendo chegar energia em todas as comunidades e loteamentos, o número de associados aumentou com a mesma rapidez em que a tecnologia foi cada vez mais exigida no setor. Foi nessa administração que a CERMOFUL implantou alimentadores capazes de atender as novas necessidades de demandas, incentivando a chegada de indústrias em sua área de atuação . Foi na gestão de Vasconcelos que ocorreu a implantação da subestação da Celesc em Morro da Fumaça. Nesse período a cooperativa diminuiu as perdas de tensão considerávelmente, chegando ao índice de 6%. A habilidade de adiministrar colocou Cláudio como presidente da Federação da Cooperativas de Eletrificação Rural de Santa Catarina (Fecoerusc), lutando pelo setor junto as cooperativas de todo Brasil, já que também exerceu o cargo de vice-presidente da INFRACOOP (Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura) e OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina). Em 1997, Vasconcelos se despediu da CERMOFUL para assumir a prefeitura de Morro da Fumaça.

    Armando Bif

     

    No cargo a partir do ano 2000, Armando Bif, popularmente conhecido como Tinto marca a era da modernização em todos os setores da CERMOFUL. O investimento no corpo t&´cnico e treinamento de pessoal foi uma constante ao longo de sua administração. Deixando a cooperativa com uma estrutura moderna e pronta para atender a demanda. Nesse período toda foi modernizou toda rede, frota e ocorreram muitos investimentos em equipamentos de alta tecnologia. A gestão de Armando Bif também foi marcada pela elevação da cooperativa a empresa permissionária do serviço público, com a celebração do contrato junto a Agência Nacional de Energia Eletrica – ANEEL, assinado dia 28 de julho e publicado no Diário Oficial da União em 02 de agosto de 2010. Com isso a CERMOFUL teve estabelecidas regras claras a respeito de tarifa, regularidade, continuidade, segurança, atualidade e qualidade dos serviços e do atendimento prestado aos consumidores, além da delimitação de sua área de atuação. Outra constante em sua gestão é o investimento na área social. Diversos programas proporcionam as comunidades de abrangência lazer e cultura. Armando Bif encerrou seu mandato em março de 2013.

    Ricardo Tadeu Canto Bittencourt

     

    Eleito em 02 de março de 2013, Ricardo Tadeu Canto Bittencourt exerce pela primeira vez um cargo público. Filho de José Adelor Bittencourt e Olga Sampaio Canto Bittencourt, o empresário do setor imobiliário, tem em seu histórico grande participação em movimentos comunitários e entidades sociais. Presidiu a Sociedade Esportiva e Recreativa Rui Barbosa, integrou a diretoria da Sociedade Morro da Fumaça Clube, participou ativamente da Força Jovem Fumacense (FJF) e como apoiador auxiliou inúmeros projetos que envolvem movimentos comunitários. Ele iniciou uma gestão que tem grandes desafios frente as mudanças no setor elétrico em todo país. Como principal marca, nos primeiros 4 anos de mandato construiu a primeira Subestação própria da Cermoful, dobrando a capacidade de fornecimento de distribuição. Em 28 de janeiro de 2017, Ricardo foi reeleito presidente.

  • Cooperativismo

    O cooperativismo, tal como ele é teve sua origem na cidade inglesa de Manchester, em 1844, quando um grupo de 27 tecelões e uma tecelã fundou a sociedade dos hortos Pioneiros de Rochdale, que nada mais era do que uma cooperativa de consumo.

     

    Para a formação da cooperativa, cada participante colaborou com uma libra mensal de 12 meses. Na época, a iniciativa dos tecelões provocou deboche dos comerciantes, que não acreditavam na possibilidade de sucesso da nova idéia.

     

    O sucesso da iniciativa foi tal, que já no primeiro ano, o capital integralizado da Rochdale aumentou de 28 para 180 libras. Sete anos mais tarde, o seu armazém já possuía 1,4 mil sócios. Com isso, a idéia foi sendo rapidamente disseminada na França, Alemanha e Itália. Em 1881, já existiam cooperativas com mais de 550 mil cooperados.

     

    Nos dias de hoje o cooperativismo representa, talvez, a mais importante alternativa para as desigualdades do mundo capitalista. Nos Estados Unidos da América, 60% da população participam de cooperativas, no Canadá 45% e na Alemanha e França 20% dos habitantes integram a organizações cooperativistas.

     

    Princípios da cooperativa de Rochdale:

    Formação de um capital social para emancipação dos trabalhadores, viabilizado pela poupança resultante da compra comum de alimentos.

     

    Construção ou aquisição de casas para cooperados.

     

    Criação e estabelecimentos industriais e agrícolas voltados à produção de bens indispensáveis a classe trabalhadora, de modo direto a preços módicos, assegurando, concomitantemente, trabalho aos desempregados ou mal remunerado.

     

    Educação e campanha contra o alcoolismo.

     

    Cooperativismo no Brasil:

    Apesar de ainda ser uma prática nova em alguns países europeus, o cooperativismo, nos moldes da Rochdale, começou a dar seus primeiros passos no Brasil em 1847, quando o francês Jean Maurice Faivre fundou, juntamente com um grupo de europeus, a Colônia Tereza Cristina no interior do estado do Paraná.

     

    Apesar do pouco tempo de existência, a iniciativa foi o marco do nascimento do cooperativismo no Brasil. Mais tarde, outras cooperativas foram implantadas, principalmente no sul do País, onde se concentraram os imigrantes europeus.

     

    Atualmente, o cooperativismo em seus diversos segmentos, desempenha um relevante papel na economia brasileira. Só as cooperativas de crédito e do setor agropecuário, são responsáveis pela movimentação de R$ 17 bilhões.

     

    Cooperativismo de eletrificação rural:

    A primeira cooperativa de eletrificação rural instalada em Santa Catarina foi em 1959, no então distrito de Forquilhinha, na região de Criciúma. A idéia do cooperativismo na distribuição de energia elétrica surgiu da necessidade de estender as redes para as áreas rurais, onde a empresa estatal catarinense, Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) não tinha condições de fornecer o serviço.

     

    A partir da segunda metade da década de 70 e início dos anos 80, houve uma grande expansão da eletrificação rural no Estado, de acordo com a Fecoerusc. Esta expansão mudou a vida do homem do campo, que em muitas localidades, há pouco mais de 30 anos, não tinha acesso à luz elétrica. Com a chegada das redes de energia, a zona rural pode enfim se desenvolver de maneira mais rápida, pois os agricultores conseguiram buscar novas tecnologias e otimizar os processos produtivos no campo.

     

    Em Santa Catarina existem cerca de 22 cooperativas com mais de 195 mil associados, beneficiando diretamente 740 mil usuários, que consomem em torno de 1.117.875/MWh possui 22.000 Km mil quilômetros de extensão de redes de alta e baixa tensão. A instituição que congrega estas cooperativas é a Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural de Santa Catarina (Fecoerusc).